terça-feira, 17 de junho de 2008

Firefox Download Day

[UPDATE] = Parabéns à fundação Mozilla e a todos nós usuários do Firefox. O Mozilla Firefox 3.0 conseguiu entrar pro Livro dos Recordes como o software mais baixado do mundo em 24 horas.


Mais detalhes neste artigo no site do Terra.

Aliás, dá só uma olhada nisso aqui:
Clique aqui e pegue o seu!

***

Download Day
E hoje é dia do Firefox 3!!!

Na tarde de hoje foi lançada a mais nova versão do melhor navegador que a comunidade opensource teve a honra de criar.

E pra comemorar, a Mozilla Foundation resolveu tentar entrar no Guinness Book of Records, como o software mais baixado do mundo em 24 horas! Já faz mais ou menos um mês que a Mozilla vem organizando tal campanha.

Pra eles conseguirem essa façanha, basta você fazer o download do Firefox 3 até as 17 horas de amanhã, dia 18 de junho.

Eu já baixei. E você?

Gostou? Clique aqui e continue lendo!

domingo, 18 de maio de 2008

Instalação de Programas - Parte 2

E aí, pinguinzada! Tudo na paz? Estamos de volta com a segunda parte do tutorial de instalação de programas no seu Ubuntu.

Como todo mundo sabe, sempre há a necessidade de personalizar seu ambiente de trabalho no computador. Pra isso, nem sempre será suficiente baixar e instalar programas da lista do Synaptic, como foi mostrado na parte 1 deste tutorial. E essa situação é mais comum do que se pensa: apesar dos repositórios do Ubuntu oferecerem uma ampla lista de softwares, frequentemente você vai querer justamente algo que não está na lista.

Por isso o propósito do post de hoje é ensiná-los a instalar programas a partir de arquivos baixados da internet. Ao final deste post tenho a intenção que vocês estejam aptos (ou pelo menos saibam um pouco) a:

- Pesquisar na internet e procurar por arquivos de instalação de programas para Linux;
- Instalar e desinstalar tais programas.


Antes de começarmos realmente, vamos conhecer os arquivos com os quais lidaremos.

Como é de conhecimento de pelo menos alguns de vocês, existem dezenas (aliás centenas) de distribuições do GNU/Linux (dêem uma olhada no site Distro Watch pra terem uma idéia do que estou falando). Algumas delas ao longo dos anos acabaram desenvolvendo maneiras próprias de lidar com a instalação e manipulação de programas, o que acabou resultando na criação de diversos tipos de arquivos de instalação (Bem diferente de quando usamos Windows, onde os instaladores são quase sempre arquivos com a extensão .exe apenas).

Os arquivos de instalação de programas usados no Linux são costumeiramente chamados de pacotes. Eis alguns dos mais populares tipos de pacotes utilizados:

Pacote Debian (.deb) - Tipo de pacote padrão do Debian Linux. Pode ser utilizado no Debian e em qualquer Linux derivado dele (Ubuntu, por exemplo) e portanto é o tipo de pacote mais fácil de instalar no Ubuntu;
• Pacote do Red Hat Package Manager (.rpm) - Tipo de arquivo compactado padrão da distribuição Red Hat Linux. Pode vir com o código-fonte do programa e instruções de compilação e instalação, ou pode conter o arquivo pré-compilado (neste caso, é necessário convertê-lo para um formato mais amigável. Para o pacote .deb, por exemplo);
• Instalador Binário (.bin) - Arquivo único de instalação, já pré-compilado;
• Tarfile/Tarball (.tar.gz, .tar.bz, .tgz) - Arquivo compactado. O .tgz é o tipo de pacote padrão da distribuição Slackware. Pode ser instalado de forma semelhante ao .rpm, ou de forma mais fácil, caso se trate de um arquivo de tema para o Ubuntu, como você verá no exemplo deste tutorial;
• Arquivo Shell Script (.sh, .bash) - Arquivo com comandos escritos na linguagem Shell Script (clique aqui e saiba mais sobre o Shell Script), que servem para ser executados no terminal do Linux de forma automatizada.

Não sei se consegui abranger todos os tipos de pacotes existentes (tenho certeza que não), não sei se descrevi bem os pacotes acima e também não tenho certeza se posso considerar o Arquivo Shell Script citado acima um pacote, pelo sentido próprio da palavra. Mas em todo caso, fica incluso aqui no tutorial também. Veteranos que estejam por acaso lendo este blog, sintam-se a vontada para corrigir o que quiser, enviando comentários. Antecipadamente agradeço. ;)

Então tá. Mas onde é que eu encontro esses arquivos, pacotes ou sei lá o quê? Eu nunca vi esse tipo de arquivo antes! Nunca precisei procurar por nada parecido quando usava só Windows!!

Calma, calma, calma! Não criemos pânico! Ao contrário do que se pensa, é mais fácil do que se imagina procurar esse tipo de coisa na net. Ou vocês se esqueceram que o Ubuntu é uma das distros que possuem a comunidade mais ativa que existe? Sempre tem alguém pra te ajudar a encontrar algum programa, configurar alguma função ou outra coisa qualquer que você queira. Eu, por exemplo! ^^

Se liguem em algumas dicas de onde vocês podem encontrar programas para Linux:

Super Downloads - Um dos maiores e mais famosos sites de download de softwares do Brasil tem um espaço dedicado exclusivamente a programas para Linux, dos mais diversos tipos;
Get Deb - Site especializado em programas empacotados em .deb;
Fresh RPMs - O mesmo que o Get Deb, mas dedicado aos softwares em .rpm;
Gnome-Look - Site com uma porrada de temas, protetores de tela, papéis de parede, ícones e outras baganas pra você personalizar o visual do seu Ubuntu. Perfeito pra você que já tá cansado desse visual cor-de-merda do Ubuntu;
Google - Preciso mesmo dizer algo mais?
Google Linux - Idem, com um pinguim no meio.

Dito tudo isso, vamos botar a mão na massa. Faremos da seguinte forma: Durante a explicação de cada pacote, eu darei uma sugestão de pacote/arquivo pra você baixar e usar nos exercícios que colocarei aqui no tutorial. Basta clicar no link que vou mostrar, baixar o programa e seguir as instruções (e se houver algum link quebrado me avisem, pelamordideus!). De quebra, no fim de tudo, você terá instalado no seu Ubuntu alguns programinhas bem legais (ou não, já que também aprenderemos a desinstalá-los).

OBS.: Nesta parte do meu tutorial, bem como em meu blog inteiro, levarei em consideração que você é um iniciante e que com certeza ainda não sabe lidar com os complicados comandos do terminal do Ubuntu Linux. Desta forma, tentarei o máximo possível ensinar a instalar os programas sempre da maneira mais fácil e mais direta, embora às vezes o uso do terminal seja inevitável, como você poderá notar em alguns procedimentos de instalação. No entanto, nem sempre a maneira que mostrarei, embora mais fácil, seja a mais correta ou mesmo a mais eficiente, de modo que com certeza há possibilidade de erros na instalação. Isso é normal, pois estamos aprendendo ainda, certo? De qualquer forma, se quiser mais informações, sugiro que acesse os sites listados no campo "Recomendo!", na lateral esquerda do Picolinux. Garanto que não vai se arrepender, pois vai conhecer sites mais completos sobre o Linux e que com certeza vão ajudá-lo melhor do que eu.

***

Pacote Debian (.deb)

Vamos pegar leve agora, instalando o que na minha modesta opinião (e creio que vocês vão concordar) é o tipo de pacote mais fácil de todos. Para isso, baixem o arquivo sugerido abaixo para sua área de trabalho:

Ubuntu Tweak - Clique aqui
Tamanho aproximado - 300 kb

Este software é de extrema importância. Trata-se de uma ferramenta de manutenção do Ubuntu, que serve para fazer ajustes finos nos elementos do Ubuntu e otimizar seu desempenho.

Agora dê 2 cliques no arquivo. Aparecerá a seguinte janela:Basta clicar no botão Instalar pacote (ou Install Package), digitar a sua senha de usuário (caso o sistema solicite) e esperar.

Prontinho. Seu programa já está instalado. Num falei que era fácil?>> E pra desinstalar? - Bom, como se trata de um Pacote Debian, muito provavelmente ele também será um programa disponível nos repositórios do Ubuntu e portanto disponível na lista de programas do Synaptic. Então, abra o Synaptic e procure pelo programa que você quer desinstalar.

No caso, eu procurei pelo Ubuntu Tweak e achei.Basta clicar no quadradinho verde e escolher "Marcar para remoção" para apenas desinstalar o programa (e manter as configurações, para o caso de você querer reinstalar o programa) ou "Marcar para remoção completa" (pra limpar tudo). Depois é só clicar em "Aplicar" e tchubiruba!

***

Pacote RPM (.rpm)

Por padrão o Ubuntu não dá suporte à manipulação de arquivos .rpm, de modo que precisaremos ativar isso, usando um aplicativo chamado alien.

O alien é um programa conversor de pacotes. Ele serve para converter pacotes de outros tipos diferentes, não suportados pelo Debian e por suas distros derivadas em arquivos na extensão .deb (e vice-versa) e desta forma não poderemos fugir da necessidade de usar o terminal após a instalação do conversor. O conversor alien é capaz de converter de E para arquivos nas extensões RPM (Red Hat), DEB (Debian), TGZ (Slackware), PKG (Solaris) e SLP (Stampede Linux).

Assim sendo, abra o Synaptic. Use-o para instalar o alien (para aprender a lidar com o Synaptic, leia a 1ª parte do tutorial de instalação de programas).

Agora, baixe o seguinte arquivo para a sua área de trabalho:

Downloader for X (d4x) versão 4.8.1 - Clique aqui
Tamanho aproximado - 600 kb

Vamos instalar agora um programa chamado Downloader for X (também conhecido como d4x), um gerenciador de downloads para o Linux.

Abra o terminal. Vamos aprender novos comandos para transformar o pacote .rpm que você baixou num pacote .deb. Graças ao alien, que você acabou de instalar, agora é possível fazer a conversão.

Precisamos agora localizar o arquivo .rpm que está na área de trabalho. Digite agora o seguinte comando e dê enter:

cd /home/usuario/Àrea\ de\ Trabalho/

No comando acima, usuario significa o seu nome de usuário no Ubuntu. No meu exemplo, meu nome de usuário é giancarlozero, de modo que foi assim que eu digitei:Para ver o arquivo salvo na área de trabalho, digite o comando ls e dê enter novamente. O arquivo .rpm aparecerá em verde no terminal.Agora é que vem o pulo do gato! Digite o seguinte comando...

sudo alien --to-deb --install nomedopacoterpm

...ou então, se preferir...

sudo alien -d -i nomedopacoterpm

...onde sudo é para fazer o comando no modo de administrador (o que significa que você vai ter que digitar a sua senha), alien é o alien (dããã), -d ou --to-deb indicam para que tipo de pacote será feita a conversão, -i ou --install ordena a instalação imediata do pacote e a posterior exclusão do pacote .deb temporário que será criado durante o processo e nomedopacoterpm é, logicamente, o nome do pacote .rpm de origem.

Se ligue no exemplo:Aperte enter e o processo de conversão vai começar. Dependendo do tamanho do pacote, não vai demorar muito. Após concluido, é só procurar o ícone do programa instalado em algum sub-menu do menu Aplicações e pronto.

OBS.: Nem todos os arquivos .rpm funcionam depois de convertidos para .deb (pacotes .rpm com código-fonte, por exemplo). Este procedimento só é possível com pacotes .rpm que contenham conteúdo binário ou pré-compilado (ou seja, quase pronto para instalação).

OBS. 2: Muito provavelmente você dará de cara com arquivos .rpm desatualizados (como neste exemplo, onde propositalmente te pedi para baixar o Downloader for X que eu escolhi, que é uma versão antiga). Quando isso acontecer, algum tempo depois o Ubuntu vai acionar o gerenciador de atualizações (o do ícone laranja, lembra?), pedindo para que você atualize justamente o programa que você instalou. Caso você não queira esperar pra conferir se o programa tá atualizado ou não, abra o bom e velho Synaptic e procure pelo programa. Ele vai aparecer acompanhado de um quadrado verde com uma estrelinha e surgirá ao clicar nele uma nova opção chamada "Marcar para Atualização".Marque-a, clique em aplicar e aproveite seu novo programa.>> E pra desinstalar? - Aqui também vale a dica que falei quando ensinei a desinstalar o Ubuntu Tweak: procure o programa pelo Synaptic, clique em "Marcar para remoção/remoção completa" e desinstale seu programa.

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Arquivo Binário de instalação (.bin)

Este tipo de arquivo não é lá tão difícil de instalar. No entanto, devemos novamente usar o terminal pra lidar com esse mocinho aqui.

Para este exemplo nós vamos instalar a alegria dos otakus, o Real Player! Baixe-o para dentro de sua pasta pessoal (o caminho padrão costuma ser /home/usuario).

Real Player 11 - Clique aqui ou aqui
Tamanho aproximado - 7 mb
Site oficial - aqui

Agora abram o terminal e desta vez, navegue através dele para dentro de sua pasta pessoal, onde está o arquivo .bin que você baixou, quase como fizemos anteriormente:

cd /home/usuario

Não esqueça de digitar ls pra ter certeza de que achou o arquivo .bin com o terminal. Novamente ele aparecerá em verde.
Geralmente, este tipo de arquivo é bloqueado pelo sistema, impedindo que você tenha permissão para executar o arquivo e instalá-lo. Então vamos usar um comando do terminal chamado chmod que, entre outras coisas, serve justamente para mudar permissões de arquivos e permitir sua execução.

O comando completo é o seguinte:

sudo chmod +x nomedoarquivobin

Aqui, o sudo você já sabe o que é, o chmod +x é o comando que dá permissão de execução ao arquivo desejado e o nomedoarquivobin é o nome do arquivo .bin desejado.

Dica: Se você tiver preguiça de digitar o nome de algum elemento do comando, digite só as primeiras letras dele (respeitando maiúsculas/minúsculas) e aperte TAB no teclado. Dependendo do comando ele se completa sozinho (^^). Por exemplo, se você digitar sudo chmod +x RealP e der TAB ele completa o resto, mostrando sudo chmod +x RealPlayer11GOLD.bin.

Veja como foi que eu fiz:
Dê enter e as permissões serão mudadas. Não se preocupe, é normal que o sistema não dê nenhuma indicação disso.

Agora para executar o instalador digite ./nomedoarquivobin (o comando ponto-barra - ./ - é o responsável por dar a ordem de execução. É como os famosos 2 cliques em um arquivo .exe do Windows).

Olha só o que acontece:Agora é só seguir as instruções que aparecem no terminal (basicamente, apenas escolher a pasta onde será instalado o RealPlayer - recomendo a que o Real Player escolhe por padrão, pra num ter complicação) aguardar o processo terminar e pronto.

Agora você já pode assistir Naruto no Ubuntu!>> E pra desinstalar? - Não sei se dá certo sempre, com todo e qualquer programa .bin instalado, mas neste exemplo basta apenas ir até o local onde está a pasta do programa Real Player (em /home/usuario) e apagar as pastas /realplayer e /hxsetup. Isso não precisa ser feito pelo terminal. Você pode ir no menu Locais > Pasta Pessoal numa boa.

Depois, apague o ícone do Real Player que foi criado dentro do sub-menu Som e Vídeo em Aplicações.
***

Tarfiles ou Tarballs (.tar.gz, .tar.bz ou .tgz)

Basicamente este tipo de arquivo pode ser instalado - e desinstalado - quase da mesma forma que o arquivo .rpm, visto no começo do post. Caso o pacote tarball seja o de um programa, basta seguir as mesmas instruções para instalação de um pacote .rpm, usando o conversor alien.

Se você quiser exercitar mais um pouco esta maneira de instalar arquivos, baixe o navegador Mozilla Firefox (faça isso primeiro!!!) e depois reinstale-o (use o Synaptic pra apagar o Firefox do sistema e depois instale o pacote que você baixou do site da Mozilla). É desnecessário fazer isso, já que você já tem o navegador. Então fica apenas como sugestão, por questões de aprendizado.

No entanto, existem alguns tarfiles que vem com temas para personalizar o visual do sistema e deixá-lo mais bonito e, neste caso, a instalação é muito mais fácil.

Então que tal deixar as janelas do seu Ubuntu iguais às do Mac OS X? Seria bem legal, né?

Tema MacIsh para Ubuntu – Clique aqui
Tamanho aproximado – 12 kb

Olha só como a instalação é fácil que dá nojo. Basta baixar o arquivo pra sua área de trabalho (ou pra onde você quiser) e depois clicar no menu Sistema > Preferências > Aparência.Depois, clique em “Instalar”, navegue até encontrar o tema e adicione-o à lista de temas. Aí é só salvar, escolhê-lo na lista e pronto!

Repare nas janelas do meu exemplo:Claro que existem temas mais sofisticados e mais bonitos do que este, mas eu escolhi um tema mais simples pela instalação dele também ser simples e fácil. Se você gostou da coisa e quer deixar seu Linux mais bonito ainda (e se você usa a interface gráfica GNOME... como eu suponho que você esteja usando o Ubuntu e não o Kubuntu ou o Xubuntu, creio que a resposta seja sim) acesse o Gnome-Look e confira mais opções!

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Arquivo Shell Script (.sh, .bash)

Eis aqui um tipo de arquivo extremamente versátil, além de ser fácil de instalar.

Na verdade, pelo pouco que aprendi, o Arquivo Shell Script não é realmente um pacote e sim um arquivo executável que tem em seu conteúdo um ou vários comandos de terminal com funções diversas. Quando você executa esse tipo de arquivo, ele abre o terminal (ou roda-o em segundo plano) e executa esses comandos.

Para este exemplo, darei um presentão para vocês.

Codecs e Softwares – Clique aqui
Tamanho aproximado – 3 kb
Arquivo criado por Maxwel Gama Monteiro e revisado por Augusto Cesar Urbano de Andrade.

Neste minúsculo arquivo estão contidos comandos que deixarão o seu Ubuntu pronto pra qualquer uso multimídia. Antes de instalarmos, para que você veja seu conteúdo, clique nele com o botão direito e depois em Abrir com Editor de Texto. Não altere o conteúdo em hipótese alguma.Depois de matar sua curiosidade, feche o editor de texto.

Agora vamos instalar o arquivo. Para isso, clique nele com o botão direito e selecione propriedades. Na janela que aparece, clique na aba Permissões e marque a opção Permitir a execução do arquivo como programa.Após isso, dê 2 cliques no arquivo e clique na opção Executar em um terminal. Agora é só aguardar o final do processo (o terminal será fechado sozinho quando tudo acabar).Nem sempre o processo será demorado. Neste caso, vai demorar um bocado pra terminar porque você realmente vai ter muuuuuuita coisa boa instalada no seu PC após o final do processo.

Dá uma olhada na lista de programas que o arquivo Shell Script que você baixou vai instalar:

• Codecs para assistir qualquer tipo de arquivo de vídeo (menos RMVB, pois isso só é possível com o Real Player, que você já instalou) e executar vários formatos de áudio (incluindo .mp3 e .wma). Estão incluídos aí o gstreamer e o w32codecs (dois dos mais completos pacotes de codecs existentes para o Linux);
• Plugin do Flash Player para o navegador Firefox;
• Media Players adicionais (Xine, Mplayer e VLC);
• K3B (programa de gravação de Cd’s e DVD’s, que por sinal vocês já conhecem);
• Fontes adicionais;
• JAVA.

Infelizmente não tenho como dar dicas de onde baixar arquivos Shell Script, pois não sei onde encontrá-los. Esses arquivos são criados pelos próprios usuários, que sabem programar usando linguagem de Shell Script (como no caso do arquivo que você baixou e instalou, que foi feito e revisado por dois programadores usuários de Linux - e que me foi dado por um deles, que é amigo meu).

OBS.: Embora o Linux seja totalmente imune a vírus, spywares, trojans e outras ameaças comuns no mundo do Windows, por incrível que pareça há a possibilidade de arquivos Shell Script apresentarem código malicioso, que pode comprometer a segurança do seu Ubuntu. Na dúvida, só rode arquivos .sh, .bash e semelhantes se você tiver absoluta certeza de que são confiáveis.

>> E pra desinstalar? - Bom, como esse tipo de arquivo instala um ou mais programas que poderiam ser instalados de qualquer outra forma, com a diferença de que é tudo feito automaticamente, o modo de desinstalação dos programas varia dependendo do próprio programa. O K3B e o VLC Media Player, por exemplo, são programas disponíveis no Synaptic e por isso vocês podem desinstalá-los da mesma forma que fariam se tivessem usado o Synaptic pra instalá-los.

***

Caramba, achei que não ia terminar nunca de digitar! Mas eis a 2ª parte do tutorial de instalação de programas quentinho pra vocês. Aproveitem e procurem aprender mais, procurando novos softwares, instalando e desinstalando-os e, claro, tirando dúvidas em fóruns e comunidades internet afora.

No entanto, se vocês pensam que já acabou, estão enganados. No próximo post, vocês aprenderão a instalar programas do Windows no Linux!

Já imaginou? Photoshop, Counter Strike e até o INTERNET EXPLORER rodando no Ubuntu! É um show de versatilidade!!!

Deu valor, né? Então aguarde e confie! Até a próxima!!!

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Hardy chegou e meu PC se foi...

Olá, pinguins!

Passadinha rápida só pra dar 2 notícias, uma boa e uma ruim:

A boa - e a que todo mundo a esta altura já deve saber - é que hoje foi lançado o novíssimo Ubuntu 8.04, Hardy Heron (e obviamente eu já baixei o meu... e também pedi o cd, hehehe).

A ruim é que meu PC pifou (goddammit, motherfucker). Então, se antes eu já demorava pra botar esse blog pra rodar...

(Putakipariu, nem vou poder experimentar o Hardy por um bom tempo, AAAAAARRRGH!!!)

Bom, me desejem boa sorte. Vou botar a companhia de energia do meu estado na justiça pra me pagarem um computador novo (a queda de energia que houve ontem na minha casa mandou meu PC pro limbo). Agora é no-break na cabeça nessa merda.

Até qualquer dia!

[Update] = Finalmente consertei meu PC e já tô escrevendo a 2ª parte do tutorial de instalação de programas. Até logo!!!

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domingo, 6 de abril de 2008

Instalação de Programas - Parte 1

Olá, Pinguins!

Peço mil desculpas pela demora ao atualizar o Picolinux. Embora não seja minha intenção atualizar o blog todo dia, não queria ter demorado esse tempo todo, mas outros afazeres me ocuparam bastante. Entre outras coisas estou escrevendo um guia de usuário com instruções de uso para o ISPConfig lá no meu trabalho. Depois de pronto, quem sabe esse guia num aparece aqui, hein? ;-)

Antes de começarmos, queria dizer que resolvi parar de usar o VMWare Workstation crackeado piratão que eu usava. Agora estou usando o VMWare Server Console que faz tudo que o Workstation faz (até onde eu sei) e ainda é 0800! Xiítas do opensource voltem a dormir tranquilos! ^^

***

Começa agora a primeira parte de um tutorial que vai ensinar vocês a instalar novos programas no seu Ubuntu. Após a leitura deste post a intenção é que vocês estejam aptos a:

- Instalar programas usando o terminal do Ubuntu através do aplicativo apt;
- Instalar programas usando o aplicativo gráfico Synaptic;
- Instalar alguns programinhas como exercício do que acabaram de aprender.


Primeiro vamos usar o terminal. Clique no menu Aplicações > Acessórios > Terminal. Ou se preferir, digite as teclas de atalho Alt + F2 e digite gnome-terminal na janela que aparece. Você vai abrir uma janela de linha de comando bastante semelhando ao prompt de comando do Windows.
Tá bom, tá bom, as cores são diferentes... Mas você entendeu o que eu quis dizer. ^^

Note que a janela vai mostrar a informação giancarlozero@giancarlozero-desktop:~$ logo na primeira linha. O nome giancarlozero, antes do @ é o nome de usuário do perfil do Ubuntu que está aberto no momento (no seu computador, no lugar de giancarlozero vai aparecer seu nome ou nick). Após o @, surge o nome do computador (no exemplo, giancarlozero-desktop). Agora repare no último caractere, o Cifrão ($). Preste atenção nele, pois ele indica que você está usando o terminal como um usuário comum, sem privilégios administrativos, mesmo que você seja administrador do computador. Em um tópico futuro eufalarei com mais detalhes sobre esse lance de usar o terminal como administrador, mas só pra adiantar, se você usasse o terminal como administrador, no lugar do cifrão apareceria o sinal # (square, sharp, sustenido, jogo da velha... chame do que quiser).

Antes de continuarmos, precisamos conhecer o que vamos usar.

Atualmente, na maioria das distros Linux, já vem instalado no sistema um aplicativo chamado APT. O APT é um programa usado para instalar novos programas através de linha de comando, sem precisar ficar vasculhando em sites e baixar arquivos de instalação. Até porque na verdade o apt cuida de todo o serviço de corno pra você. Você só precisa dizer pra ele o que quer instalar e ele faz tudo, o que é show de bola!

Para baixar e instalar programas o apt conecta-se via internet à servidores chamados REPOSITÓRIOS. Os repositórios são servidores com uma lista selecionanda de aplicativos. Embora a lista de programas seja realmente muito vasta, só é possível instalar um programa que exista no repositório.

No entanto, para aumentar a quantidade de opções de programas a serem instalados, você pode acrescentar outros repositórios ao sistema. Clique aqui e confira um tutorial de como fazer isso.

É de extrema importância que se saiba que a lista de aplicativos dos repositórios precisa ser atualizada de tempos em tempos pelo usuário do Ubuntu, para prevenir que se instale programas antigos ou incompatíveis com o sistema. Para atualizar os repositórios no terminal, digite o seguinte comando:

sudo apt-get update

O terminal vai pedir a senha. Digite-a. Depois o terminal vai mostrar uma pancada de informações:
Depois ele vai mostrar na última linha aquela informação giancarlozero@giancarlozero-desktop:~$ como na primeira linha. Pronto. Os repositórios já estão atualizados. Agora você pode instalar programas sem medo de ser feliz.

Mas como instalar os programas? Que tipo de programas eu posso instalar? E onde ele aparece depois de instalado?

Calma, pequeno gafanhoto. Como diria Jack o Estripador, vamos por partes. Para instalar um programa a partir do terminal, deve-se digitar o seguinte comando:

sudo apt-get install nomedoprograma

O apt vai examinar os repositórios em busca de instaladores, vai baixá-los, compilá-los e instalá-los para você.

Por exemplo: vamos agora instalar o programa de gravação de cd's e dvd's K3B (KDE Burn Baby Burn). Então digite o comando...

sudo apt-get install k3b

...e insira sua senha, caso o Ubuntu peça.
Veja que o terminal do Ubuntu vai mostrar uma lista com todos os pacotes que serão baixados e depois instalados. No final ele pergunta se você quer mesmo instalar o programa. digite a letra s ou apenas tecle enter e a instalação começa.
Aguarde todo o processo terminar e seu programa será instalado numa boa. Depois que o terminal parar, digite exit sudo -K e depois exit para sair do terminal sem deixar a senha salva no mesmo (questão de segurança. ^^).

Para encontrar o programa recém-instalado, você pode dar uma olhada no menu Aplicações. Geralmente depois que um programa é instalado é criado automaticamente um atalho para ele em algum sub-menu do Aplicações.
Bem fácil, né não? Mas existe um jeito ainda mais fácil de instalar um programa no Ubuntu: o Gerenciador de Arquivos Synaptic. Ele é o que chamamos de interface gráfica (ou GUI, graphic user interface) do apt, que acabamos de usar no terminal.

Para utilizá-lo, acesso o menu Sistema > Administração > Gerenciador de pacotes Synaptic. Ao abrir o programa, digite sua senha.
Este é o Synaptic. Aqui você poderá instalar programas de forma ainda mais fácil e rápida do que no terminal. Pra instalar qualquer programa, basta fazer uma busca pelo nome dele e o Synaptic vai mostrar os resultados da busca. Caso ele encontre o programa disponível nos repositórios o programa poderá ser instalado. Basta escolhê-lo e confirmar a instalação.

Quer um exemplo? Vamos então instalar um jogo. Que tal o Super Tux? É um joguinho bem legal, bem parecido com o Super Mario! ^^

Com o Synaptic aberto, clique no botão procurar. Digite super tux e dê enter. Ele vai iniciar a pesquisa e mostrar um resultado semelhante a este:
Vamos escolher a versão mais estável do Super Tux, pois ele não mostrará nenhum bug ao jogar (a outra versão é instável, pois ainda não terminou de ser produzida, ou seja, é um beta). Marque a opção supertux-stable e escolha a opção Marcar para Instalação. Aparecerá uma janela mostrando uma pequena lista com o programa e os arquivos necessários para que ele funcione. Confirme.

Com as opções já a seu gosto, clique em Aplicar. Na janela de confirmação clique também em Aplicar. O Synaptic vai começar a baixar os pacotes, compilá-los e instalá-los.
Prontinho. O Super Tux já tá pronto para ser jogado. Encontre-o em Aplicações > Jogos > Super Tux.
Você também pode instalar qualquer outro programa da lista que o Synaptic mostra quando ele é aberto. A lista é dividida em categorias, mostrada à esquerda do Synaptic, que vão dos próprios jogos, a aplicativos de administração de sistemas, aplicativos de escritório, linguagens de programação, utilitários e muitos outros. Instale-os e desinstale-os para exercitar-se e conhecer ainda mais o Synaptic e os programas que ele oferece!

***

Bem, isso é tudo por hoje. Vou começar a estudar mais sobre instalação de programas para trazer a vocês a 2ª parte deste tutorial, que vai ensinar a parte mais chatinha da coisa: instalação de programas através da instalação de pacotes baixados da internet. Se você conhece ou já ouviu falar de arquivos com a extensão .rpm, .tar.bz, .tar.gz, .deb e outros, sabe muito bem do que estou falando.

Até a próxima!

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

QUERNÉU?? Que diabo é isso?

Oi gente!

Bom, como todos vocês sabem, sou iniciante no Linux. Ainda há muitos termos que não conheço e outros que não compreendo bem. Então tomei a liberdade de usar do bom e velho ctrl+c e ctrl+v internet afora e catei duas descrições excelentes sobre o Kernel. Leia abaixo, aprenda e entenda um pouco mais sobre o núcleo do Linux e de todos os sistemas operacionais.

***

"O Kernel de um sistema operacional é entendido como o núcleo deste ou, numa tradução literal, cerne. Ele representa a camada de software mais próxima do hardware, sendo responsável por gerenciar os recursos do sistema computacional como um todo.

A responsabilidade do kernel consiste, tradicionalmente (particularmente no kernel monolítico), em abstrair a interface do hardware, permitindo que processos utilizem este recurso concorrentemente, de forma segura e padronizada.

As funções normalmente atribuídas ao kernel são: (i) criação, agendamento e finalização de processos; (ii) alocação e liberação de memória; (iii) controle do sistema de arquivos; (iv) operações de entrada e saída com dispositivos periféricos (discos, interface serial -- mouse, p.ex., interface paralela -- impressoras), acesso à memória, entre outros).

Em um computador, a parte central é a UCP (unidade central de processamento), normalmente um microprocessador -- onde os processos são executados. A memória RAM é o outro recurso crucial do computador -- o conjunto de chips onde os programas são carregados para execução e onde são armazenados os seus dados".

***

Para complementar a explicação sobre o que é o Kernel, encontrei este artigo escrito pelo professor Jorge Alberto Corso. Ele explica de maneira bem didática o que é esse tal de Quernéu:

"Trata-se de duas máquinas, uma mecânica, outra eletrônica.

1) Para o carro movimentar-se ele precisa de um motor;
1) Para o microcomputador funcionar, ele precisa se um programa básico - um software chamado sistema operacional;

2) Existem vários tipos de motores, motores para carro de corrida, para carro de passeio, etc;
2) Existem vários tipos de sistemas operacionais, Linux, Windows, UNIX, etc;

3) Mesmo para um mesmo fabricante de motor, existem vários modelos para o mesmo fim, por exemplo: motor 1.0, motor 1.6;
3) Existe um Linux para cada tipo de computador, main-frame, PC, Macintosh (acho que se escreve de outro modo !);

4) Quando aprendemos a dirigir um carro de passeio, aprendemos o funcionamento básico: direção, pedais para acelerar, trocar de marcha, frear. Ou seja, não atuamos diretamente no motor, mas através de comandos para fazê-lo funcionar;
4) Quando usamos Linux, temos um outro software que faz a mediação (interface) entre o kernel e o usuário, chama-se shell. Existem vários shells (csh, ksh, bsh, bash, etc). Mas o importante é que são os mesmos, independente do kernel (motor) em uso, afinal os pedais e direção são sempre iguais seja em um motor 1.0 ou 1.6!

5) Para alguns acessórios funcionarem em um carro, devemos adequar o motor ou algum componente dele para que isto aconteça, por exemplo um ar-condicionado exigirá uma bateria com maior amperagem;
5) Para que o Linux funcione perfeitamente, em alguns casos é necessário instalarmos algum módulo específico, entenda módulo com um programa (software) preparado para uma finalidade específica e que não é comum a todos os equipamentos, por exemplo um módulo para a placa de rede de nosso microcomputador".

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Fontes: Wikipédia e Viva o Linux

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A História do Linux

Oi gente. Há quanto tempo, né? E a virada de ano, foi legal?

Seguinte: peço desculpas, pois ainda não terminei de escrever a primeira parte do tutorial sobre instalação de novos programas no Ubuntu, como havia prometido no post anterior. Eu sei que havia avisado que não atualizaria este blog com frequência, mas neste caso eu queria lançar esse texto mais rápido, só que até o momento não deu por problemas de força maior.

Então pra não deixar o Picolinux e vocês às moscas e às baratas, resolvi dar uma vasculhada no Google e copiar/colar um texto interessante sobre a história do Linux. Espero que gostem!

***

A História do Linux

O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix. Linus é o nome do criador do Linux, Linus Torvalds. E Unix, é o nome de um sistema operacional de grande porte, no qual contaremos sua história agora, para que você entenda melhor a do Linux.

A origem do Unix tem ligação com o sistema operacional Multics, projetado na década de 1960. Esse projeto era realizado pelo Massachusets Institute of Technology (MIT), pela General Eletric (GE) e pelos laboratórios Bell (Bell Labs) e American Telephone na Telegraph (AT&T). A intenção era de que o Multics tivesse características de tempo compartilhado (vários usuários compartilhando os recursos de um único computador), sendo assim o sistema mais arrojado da época. Em 1969, já existia uma versão do Multics rodando num computador GE645.

Ken Thompsom era um pesquisador do Multics e trabalhava na Bell Labs. No entanto, a empresa se retirou do projeto tempos depois, mas ele continuou seus estudos no sistema. Desde então, sua idéia não era continuar no Multics original e sim criar algo menor, mas que conservasse as idéias básicas do sistema. A partir daí, começa a saga do sistema Unix. Brian Kernighan, também pesquisador da Bell Labs, foi quem deu esse nome.

Em 1973, outro pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, rescreveu todo o sistema Unix numa linguagem de alto nível, chamada C, desenvolvida por ele mesmo. Por causa disso, o sistema passou a ter grande aceitação por usuários externos à Bell Labs.

Entre 1977 e 1981, a AT&T, alterou o Unix, fazendo algumas mudanças particulares e lançou o System III. Em 1983, após mais uma série de modificações, foi lançado o conhecido Unix System IV, que passou a ser vendido. Até hoje esse sistema é usado no mercado, tornando-se o padrão internacional do Unix. Esse sistema é comercializado por empresas como IBM, HP, Sun, etc. O Unix, é um sistema operacional muito caro e é usado em computadores poderosos (como mainframes) por diversas multinacionais.

Qual a relação entre o Unix e o Linux, ou melhor, entre o Unix e Linus Torvalds?

Para responder essa pergunta, é necessário falar de outro sistema operacional, o Minix. O Minix é uma versão do Unix, porém, gratuita e com o código fonte disponível. Isso significa que qualquer programador experiente pode fazer alterações nele. Ele foi criado originalmente para uso educacional, para quem quisesse estudar o Unix "em casa". No entanto, vale citar que ele foi escrito do "zero" e apesar de ser uma versão do Unix, não contém nenhum código da AT&T e por isso pode ser distribuído gratuitamente.

A partir daí, "entra em cena" Linus Torvalds. Ele era um estudante de Ciências da Computação da Universidade de Helsinki, na Filândia e em 1991, por hobby, Linus decidiu desenvolver um sistema mais poderoso que o Minix. Para divulgar sua idéia, ele enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (uma espécie de antecessor da Internet).

(Nota do Blogueiro: A mensagem enviada por Linus Torvalds pode ser vista na página de origem deste artigo. Vide link da fonte no final deste post).

No mesmo ano, ele disponibilizou a versão do kernel (núcleo dos sistemas operacionais) 0.02 e continuou trabalhando até que em 1994 disponibilizou a versão 1.0. Até o momento em que este artigo estava sendo escrito, a versão atual era a 2.6.

O Linux é um sistema operacional livre e é uma re-implementação das especificações POSIX (padronização da IEEE, Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica) para sistemas com extensões System V e BSD. Isso signfica que o Linux é bem parecido com Unix, mas não vem do mesmo lugar e foi escrito de outra forma.

Mas por que o Linux é gratuito?

Linus Torvalds, quando desenvolveu o Linux, não tinha a inteção de ganhar dinheiro e sim fazer um sistema para seu uso pessoal, que atendesse suas necessidades. O estilo de desenvolvimento que foi adotado foi o de ajuda coletiva. Ou seja, ele coordena os esforços coletivos de um grupo para a melhoria do sistema que criou. Milhares de pessoas contribuem gratuitamente com o desenvolvimento do Linux, simplesmente pelo prazer de fazer um sistema operacional melhor.

Licença GPL

O Linux está sob a licença GPL, permite que qualquer um possa usar os programas que estão sob ela, com o compromisso de não tornar os programas fechados e comercializados. Ou seja, você pode alterar qualquer parte do Linux, modificá-lo e até comercializá-lo, mas você não pode fechá-lo (impedir que outros usuários o modifiquem) e vendê-lo.

GNU

A história do Linux não termina aqui. É necessário saber também o que é GNU. GNU é um projeto que começou em 1984 com o objetivo de desenvolver um sistema operacional compatível com os de padrão Unix. O Linux em si, é só um kernel. Linus Torvalds, na mesma época que escrevia o código-fonte do kernel, começou a usar programas da GNU para fazer seu sistema. Gostando da idéia, resolveu deixar seu kernel dentro da mesma licença.

Mas, o kernel por si só, não é usável. O kernel é a parte mais importante, pois é o núcleo e serve de comunicador entre o usuário e o computador. Por isso, com o uso de variantes dos sistemas GNU junto com o kernel, o Linux se tornou um sistema operacional.

Mas você pode ter ficado confuso agora. O que é o Linux então? O que é GNU? Simplesmente, várias pessoas uma versões modificadas dos sistemas GNU, pensando que é o Linux em si. Os programadores que trabalham com ele, sabem que o Linux, é basicamente o kernel, conforme já foi dito, mas todos, chamam esse conjunto de Linux (há quem defenda o uso de GNU/Linux).

Finalizando, o projeto GNU é um dos responsáveis pelo sucesso do Linux, pois graças à "mistura" de seus programas com o kernel desenvolvido por Linus Torvalds, o Linux vem mostrando porque é um sistema operacional digno de habilidades insuperáveis por qualquer outro sistema.

Fonte: InfoWester.

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domingo, 30 de dezembro de 2007

Conhecendo o Ubuntu - Parte 2

E aí, gente. Tudo ok? O natal foi pau?

Sem nhenhenhém, vamos continuar com a 2ª parte deste tutorial que serve para conhecer um pouquinho deste excelente pinguim.

No texto anterior você conheceu o menu APLICAÇÕES e suas utilidades, conheceu alguns dos principais programas existentes no Ubuntu e ainda aprendeu a resolver alguns probleminhas básicos. Vamos agora dar uma espiada nos menus LOCAIS e SISTEMA. Também vamos aprender a fazer algumas configurações a fim de preparar seu Ubuntu para um uso ainda mais completo.

Então tá. Clique no menu Locais:
Aqui nem preciso explicar muito, pois é bastante familiar. Este menu reúne nada mais do que atalhos para suas pastas pessoais, onde você pode guardar seus documentos, música, vídeos, imagens e o que mais você quiser. Também há um link para o diretório da Área de Trabalho e o link Computador, onde você poderá encontrar atalhos para o drive de disquete, de CD/DVD e também a pasta principal do sistema (cujo caractere que a representa é a barra - / - lembra?) clicando no ícone Sistema de Arquivo.

Você também pode personalizar um pouco decidindo que pastas pessoais você quer que apareça no menu LOCAIS. Para fazer isso siga as dicas que vou dar agora. Você pode fazer isso com qualquer pasta que queira, mas para exemplo vou criar uma pasta na Área de Trabalho do meu Ubuntu:
Clique no menu Locais > Área de Trabalho. O diretório da Área vai abrir e mostrar a pasta de exemplo que criei. No seu computador, navegue até encontrar a pasta de seu interesse.

Vê a barra na lateral esquerda, onde mostram as pastas pessoais? Basta arrastar a nova pasta que você criou ou escolheu pra essa barra e pronto. Ela vai aparecer também no menu Locais. Caso prefira, você também pode criar um atalho (ou link, como é chamado aqui) clicando com o botão direito na pasta e selecionando "criar link". Depois arraste o atalho para o local citado em vez da pasta.

Olha que legal!
Agora vamos prosseguir. Clique no menu SISTEMA.

Dentro deste menu há 2 submenus: Preferências e Administração. Comecemos pelo submenu Preferências:
Aqui você pode fazer configurações de Mouse e teclado, verificar as informações de hardware, escolher e aplicar proteção de tela, papel de parede e novos temas para incrementar o visual do Ubuntu, configurar o comportamento das janelas, as preferências de indexação (para agilizar o desempenho da ferramenta de pesquisa de arquivos Tracker, instalado por padrão no Ubuntu), definir que aplicações iniciam automaticamente com o sistema, entre muitas outras opções de personalização (incluindo até mesmo a customização de todos os atalhos de programas nos três menus - Aplicações, Locais e Sistema - permitindo que você adicione atalhos para novos softwares ou retire os atalhos daqueles que julgar desnecessários).

Como são muitas as opções disponíveis aqui e elas não são tão difíceis de lidar (com algumas exceções, como a opção Aplicações Preferenciais, que exige um pouquinho mais de cuidado), não tomarei tempo explicando cada uma delas. Durante os próximos textos do Picolinux, você verá referências constantes a este e a todos os outros menus e sempre que houver necessidade de explicar sobre algo que deve ser configurado aqui eu explicarei. Enquanto isso, abra cada uma das opções e vá mexendo e fuçando. Você notará que quase tudo aqui é bem intuitivo e simples. ;)

Agora vamos ao submenu Administração:

É aqui que são feitas as configurações mais importantes do sistema. Dá pra dizer que este é o "Painel de Controle" do Ubuntu. Aqui você fará ajustes de data/hora, instalação de periféricos, gerenciamento de drivers do seu computador, vai adicionar repositórios, adicionar e remover programas, entre outras coisas. Veja algumas das opções que você tem que ficar de olho:

GERENCIADOR DE DRIVERS RESTRITOS

Como eu estou usando uma máquina virtual, meu Ubuntu informou que ela não precisa de nenhum driver restrito (por isso num deu pra botar foto mostrando, hehe). Mas caso o Ubuntu esteja instalado em uma máquina real (e com certeza este é o SEU caso), esta opção mostrará qualquer (quaisquer) driver(s) necessários para o bom funcionamento de qualquer elemento de hardware de seu computador. Este gerenciador também informa se esses drivers já estão instalados e se estão funcionando ou desativados.

Por padrão, o Ubuntu já vem com drivers genéricos para garantir o pleno funcionamento de seu PC e graças aos esforços da comunidade do software livre tais drivers funcionam tão perfeitamente que você nem precisa correr atrás de todos os drivers de sua placa-mãe ou de qualquer hardware adicionado a ele (salvo raras exceções). No entanto, para uso específico de alguns elementos do sistema, as vezes precisamos procurar, baixar e instalar drivers originais de alguma peça de hardware para garantir desempemho máximo. Um exemplo notório disso é o Compiz Fusion, gerenciador de efeitos visuais que veio na versão 7.10 (Gutsy Gibbon) do Ubuntu (Substituindo o velho Compiz). Ele já funciona normalmente com o driver genérico que vem no Ubuntu, mas se você possui uma placa aceleradora de vídeo, será sempre melhor instalar o driver dela no Ubuntu para que seu funcionamento fique perfeito. Claro que se você não encontrar a versão de driver pra Linux da sua placa-mãe (bem-vindo ao clube) pode ficar sossegado, que seu PC vai funcionar de boa. Ou você tá pensando que tá usando Windows? ^^

MONITOR DO SISTEMA
Esta janela vai lhe parecer bastante familiar. Saca o Gerenciador de Tarefas no Windows (aquele velho Ctrl+Alt+Del)? Pois é, aqui no monitor do sistema você encontrará as mesmas informações de sistema que costuma ver em sua contraparte do Windows. Aqui você confere informações sobre seu computador, uma lista dos processos em execução, gráficos de uso de memória, processador e rede, além de outros itens importantes. Nas fotos acima, você vê os processos funcionando e os gráficos.

DATA E HORA
Acho que num preciso dizer nada, né? ;)

IMPRESSÃO

Aqui você instala e configura sua impressora, seja ela simples ou uma multifuncional.

Foi aqui que eu me impressionei com o Ubuntu Gutsy Gibbon. Foi só eu conectar a minha impressora na USB, ligá-la e aí fez-se a mágica:
A minha HP Photosmart C3180 FOI INSTALADA SOZINHA!!! Simplesmente o Ubuntu se encarregou de rastrear o periférico instalado, descobrir qual é, ativar o driver correspondente e... voilá! Impressora prontinha pra uso!

ANTES:
DEPOIS:
Lindo, né não?

Bom, não sei se funciona com todos os modelos de impressoras (a biblioteca de drivers do Ubuntu é enorme, mas não é infinita). Então talvez possa não funcionar com a sua. No entanto, se você também tem uma HP Photosmart C3180, sorria: Você está usando Ubuntu!

Logicamente que apesar dessa automatização você vai querer instalar e/ou configurar a impressora. Talvez um dia você tenha necessidade disso. Então vou mostrar como se faz.

Após conectar a impressora numa porta qualquer do seu PC (Hoje em dia é USB, mas vai que você de repente precise utilizar alguma impressora mais antiga, de porta paralela... Ou é serial? Nem lembro mais, hehe), clique em SISTEMA > ADMINISTRAÇÃO > IMPRESSÃO. Na janela que aparece clique em Nova Impressora.

Vai aparecer a janela de selecionar conexão. Escolha a opção correspondente à conexão de sua impressora. No meu exemplo a opção da minha impressora apareceu no topo da lista. Clique em Frente. O Ubuntu vai começar a procurar por drivers. Na próxima janela, escolha a marca da sua impressora na lista e clique em Frente:
Nesta janela aparecerá a lista de drivers. à esquerda dela mostra também o driver recomendado pelo Ubuntu. Selecione o driver correto e clique em Frente. Na próxima janela, deixe como está e clique em Aplicar:
Pronto. Impressora instalada. Agora só falta fazer os ajustes de praxe, como definir o nível de qualidade de tinta (normal, rascunho, e assim vai...), imprimir página de teste, essas coisas.

Agora vamos definir esta impressora como a padrão do sistema. Vá para SISTEMA > PREFERÊNCIAS > IMPRESSORA PADRÃO, selecione a sua impressora na lista e clique em Definir como Padrão. Simples, né?
Mais um texto concluido. Espero que ele seja útil pra vocês. O próximo post (que só rola no ano que vem. ^^) vai tratar daquilo que mais interessa aos iniciantes no Linux: A INSTALAÇÃO DE PROGRAMAS!

GRANDE ABRAÇO E FELIZ ANO NOVO A TODOS!!!

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domingo, 16 de dezembro de 2007

Conhecendo o Ubuntu - Parte 1

Olá, gente. Agora que vocês aprenderam a instalar o Ubuntu, vamos conhecê-lo. Como o Ubuntu é um sistema Linux destinado a computadores Desktop residenciais, naturalmente ele já vem pronto para ser usado, com diversos aplicativos de escritório, entretenimento e muitos outros.

No post de hoje, além de conhecer alguns programas que com certeza lhe serão bastante úteis, vamos aprender a resolver alguns probleminhas que ocorrem quando a gente usa o Ubuntu pela primeira vez (como a impossibilidade de rodar arquivos mp3, por exemplo).

OBS.: Nos testes deste post, infelizmente tive que abrir mão do Virtual Box, que era muito instável na minha máquina e crackear o VMWare Workstation pra poder criar uma máquina virtual decente pra fazer testes e tirar as screenshots de hoje. Xiítas do software livre, acalmem-se: faço isso pelo bem dos iniciantes (vai me dizer que vocês também nunca usaram um piratinha assim de leve, hein? hein? hein?)

Como se sabe, o Linux é um sistema operacional extremamente seguro. E uma das características dessa segurança é a necessidade de entrar com seu login e senha sempre que for entrar no Linux. No Ubuntu não é diferente! Quando aparecer a tela de login, digite aquele nome de usuário e senha que você criou quando instalou o Ubuntu na sua máquina.
Detalhe: esta senha é muito importante, pois ela é a sua senha de administrador. Você não só vai usá-la para entrar no Ubuntu, mas também para gerenciar vários procedimentos administrativos dentro desse sistema. Um bom exemplo disso é a instalação de novos programas, que será abordado em um post futuro.

Logo de cara, você vai notar que tudo aqui é diferente do Windows. Pra começar, repare nos 2 quadradinhos marrons no canto inferior direito da tela.

Eles são nada mais nada menos do que ÁREAS DE TRABALHO. Isso mesmo! Você pode trocar de área de trabalho sempre que quiser. Se você estiver trabalhando com muitos programas e janelas ao mesmo tempo, pode mudar pra outra área de trabalho quando quiser! É ótimo para você organizar mais seus aplicativos e janelas. Vamos dar uma olhada nessa ferramenta.

Clique em um dos quadradinhos com o botão direito do mouse e escolha a opção "Preferências":
Na janela que aparece, você pode configurar a quantidade de áreas de trabalho que deseja usar, entre outras opções. Geralmente costuma-se usar 4 áreas de trabalho, mas isso vem ao seu gosto. Feitos os ajustes, clique em "fechar".
Para mudar de área de trabalho, basta clicar num dos quadradinhos ou usar as teclas de atalho "Ctrl + Alt + seta para esquerda ou direita".

Agora devemos fazer algo extremamente importante: a atualização do sistema.

Assim como o Windows possui o Windows Update, as empresas e comunidades mantenedoras de suas distros fornecem atualizações constantes para seus sistemas. Com o Ubuntu isso também vale e a atualização do sistema é tão fácil de fazer quanto no windows.

Assim que você inicia o Ubuntu, ele te alerta para um ícone laranja no alto da tela, à direita. Clique uma vez nesse ícone e, se o Ubuntu pedir, digite sua senha:
Surgirá a janela do gerenciador de atualizações, mostrando uma lista de todos os arquivos que serão baixados e instalados. Em meu exemplo, como é a primeira vez que eu vou fazer isso, precisarei baixar e instalar 147 arquivos (vai demorar um bocado...). Basta clicar em "Instalar atualizações" e aguardar.

Digite sua senha sempre que o Ubuntu pedir:
Pronto. Seu sistema está atualizado. Sempre que houver novas atualizações aquele mesmo ícone laranja vai aparecer. É só clicar nele e fazer tudo o que você acabou de fazer.

Outra forma de atualizar o Ubuntu é usando o terminal. O terminal (também conhecido com console ou linha de comando) é um aplicativo do Linux semelhante ao prompt de comandos do Windows. É nele que você pode dar comandos para realizar diversas operações, como atualizar o sistema, instalar e ativar programas e fazer configurações mais complexas, que não poderiam ser feitas através do ambiente gráfico. Você pode acionar o terminal de 2 maneiras: uma pressionando as teclas Alt + F2 em seu teclado e depois digitando o comando:

gnome-terminal

Outra é clicando no menu Aplicações > Acessórios > Terminal.
Para atualizar o sistema da mesma maneira que você atualizou no gerenciador, digite o comando:

sudo apt-get upgrade


O terminal vai pedir sua senha de administrador e em seguida vai mostrar todo o processo de download e instalação de tudo que compõe o Ubuntu e precisava ser atualizado. Basta esperar até aparecer a palavra "Pronto"... e pronto!
Agora vamos dar um passeio pelos outros recursos do Ubuntu.

Perceba que há três menus principais na barra de ferramentas superior do Ubuntu: Aplicações, Locais e Sistema, seguido de alguns ícones: o do Mozilla Firefox (dispensa apresentações, né?), o do cliente de e-mail Evolution (cliente de e-mail padrão do Ubuntu) e o ícone de ajuda do Ubuntu. Como os ícones são auto-explicativos, Vamos nos concentrar nos menus:
Em APLICAÇÕES você encontra quase todos os programas instalados no seu sistema, desde programinhas mais simples, como editores de texto, calculadora e jogos, passando por aplicativos destinados à internet como o próprio Firefox, o Ekiga (para VoIP), o Pidgin (mensageiro instantãneo, um MSN da vida), programas para escritório e edição gráfica, como o The Gimp e a suite OpenOffice.org e softwares de entretenimento, como o tocador de mídias Totem e o ripador de cds Sound Juicer.

Em LOCAIS você encontra atalhos para suas pastas pessoais (Documentos, Vídeos, Músicas, etc.) e para a pasta principal do computador, o programa gravador de cd e dvd e atalhos para configurações de rede, além de uma ferramenta para pesquisa em arquivos e documentos.

E por último, em SISTEMA você pode encontrar opções de configuração e personalização do sistema, tais como resolução de tela, temas, proteção de tela, atalhos de teclado, ajustes de mouse e muitos outros (todos no menu Preferências) e opções de configuração mais avançadas do sistema, como instalação de impressoras e outros periféricos, configurações de rede, controle de contas e grupos de usuário, instalação de novos programas e outros (esses no menu Administração), além de links para a documentação de ajuda do Ubuntu e da interface gráfica GNOME e o botão "SAIR" para, entre outras coisas, desligar ou reiniciar seu computador.

Agora vou lhes apresentar um pouquinho mais detalhadamente alguns programas que podem ser usados no seu cotidiano diante do PC:

- Suite de aplicativos OpenOffice.Org

Encontrado em Aplicações > Escritório
Esta é a suite de aplicações para escritório que rivaliza atualmente com o Office, da Microsoft. Já vem por padrão no Ubuntu e com ele você pode fazer quase tudo que faria no Windows: Planilhas de cálculo, bancos de dados, textos e apresentações de slides. E a interface dos programas é bastante semelhante ao Office, de modo que em nunca usou antes não vai estranhar muito e poderá trabalhar sem medo. E o melhor de tudo é que é de graça! ^^

Na foto abaixo você confere o OpenOffice.Org Impress, a contraparte opensource do Microsoft Power Point:
Também está disponível na internet a versão para Windows do OpenOffice.org. Clique aqui e dê uma olhada.

- The Gimp

Encontrado em Aplicações > Gráficos
O Gimp é o software de tratamento de imagens do Linux. Este aqui rivaliza em pé de igualdade com o famoso Adobe Photoshop, embora muita gente discuta feio sobre quem é melhor que quem (Mimimi, o Gimp num presta, o Photoshop é melhor. Mimimi, num é não). Mas este programa vem se mostrando cada vez mais poderoso a cada nova versão lançada.
E como se não bastasse, os seus criadores ainda lançaram um software que deixa o Gimp com a cara do Photoshop, o GimpShop! Perfeito para quem ainda não se acostumou com a interface diferentona do Gimp.

Neste site em inglês você pode dar uma olhada no GimpShop.

- Tocador de Mídia Totem

Encontrado em Aplicações > Som e Vídeo
Embora se apresente como um tocador de filmes, na verdade o Totem funciona como um "Windows Media Player" do Ubuntu. Ele serve tanto para rodar vídeos quanto para ouvir música, seja de CDs de áudio convencionais, seja de arquivos digitais em mp3 ou ogg vorbis. Aliás, vale uma dica sobre a questão do mp3!

Como se trata de um formato proprietário, o Ubuntu não roda mp3 logo de cara, por padrão. Em vez disso a Canonical adotou como padrão o formato Ogg Vorbis, já que ele é um formato livre (ou seja: gratuito e de código aberto). No entanto, baixar o codec necessário para tocar músicas em mp3 é fácil que dá nojo. ^^

Pra isso, basta clicar 2 vezes na música mp3 que você quer ouvir. O Totem vai abrir e mostrar uma mensagem em inglês, indicando a necessidade de baixar codecs. Clique em "Search".
Na janela que aparece, marque as opções que aparecem para efetuar a instalação do GStreamer, que numa lapada só vai instalar codecs necessários para o sistema rodar não só mp3, como outros formatos de áudio e vídeo, como DivX, WMV, MPEG1 e 2 e mais alguns outros.
Digite sua senha de administrador e a instalação terá início. Depois é só curtir!

- Mensageiro Instantâneo PIDGIN (Antigo GAIM)

Encontrado em Aplicações > Internet
O Pidgin é um mensageiro instantâneo bastante interessante, pois permite que você se conecte a várias redes de instant messaging ao mesmo tempo, usando apenas ele! Na versão disponível no Ubuntu 7.10 você pode usá-lo para conversar com seus amigos de 15 redes diferentes, o que inclui MSN (atual Windows Live Messenger), Google Talk, Yahoo, AIM, ICQ e até IRC (tem rede aí no meio desse bolo que eu nem sabia que existia)!!! Infelizmente tanta compatibilidade assim acaba fazendo com que o programa deixe de oferecer alguns recursos mais avançados de certas redes como por exemplo o MSN, que oferece conversa por voz e pastas de compartilhamento. Tais funções não funcionam no Pidgin (até onde eu sei, corrijam-me se eu estiver errado pelo amor de Deus!), mas cumpre o básico satisfatoriamente.

Como exemplo, aprenda agora como configurar a sua conta do MSN para uso no Pidgin:

1- Na janela "Contas" (Onde tem escrito Bem-vindo ao Pidgin, blá blá blá) clique em "adicionar";
2- Escolha a rede "MSN", preencha os campos com seu nome de usuário e senha do MSN e clique em "salvar";
3- Sua conta já foi configurada e a janela da lista de contatos vai aparecer. Para se conectar, clique no seletor de status, que fica na parte de baixo na janela de contatos. Digite sua senha do MSN quando for pedido e divirta-se!
Hoje ficamos por aqui, negada. No próximo post, vou apresentar os menus Locais e Sistema, onde podemos personalizar e organizar nossos documentos e arquivos, além de configurar funções importantes, como por exemplo a sensibilidade do mouse ou a instalação e ajuste de sua impressora.

Fui!!!

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Instalação do Ubuntu 7.10 Gutsy Gibbon

Olá de novo, gente.

Este é o primeiro texto "pra valer" do Picolinux. Espero que seja bastante útil para todos os que queiram conhecer e instalar o Ubuntu!

Antes de começarmos, vamos a uma rápida explicação do que é o Ubuntu.

Ubuntu é uma distribuição do sistema operacional GNU/Linux (daqui pra frente vou chamar o GNU/Linux apenas de Linux, ok?). Uma distribuição (chamada também de distro) é um conjunto de programas que contém o Kernel (uma espécie de arquivo núcleo do Linux, o "coração" dele, se me permitem uma analogia. Em um post futuro tentarei explicar com mais detalhes o que é o Kernel) e pacotes de programas diversos, como gerenciadores de janelas (por exemplo, o X), softwares de gerenciamento de terminal (Gnome-Terminal), programas de escritório (OpenOffice.org), ferramentas de desenvolvimento (Python), interfaces gráficas (KDE, Gnome, Enlightment), jogos (ZSNES) e outros. Existem centenas de distribuições diferentes à disposição de todos. Alguns dos mais conhecidos são o SuSE, Red Hat, Fedora, Mandriva, Gentoo, Kurumin, SlackWare, Debian... e lá vai pedra. Algumas distros são derivadas de outras distros, como é o caso do próprio Ubuntu, que foi criado com base no Debian.

Além do Ubuntu, a Canonical também oferece outras distribuições, como o Kubuntu (que utiliza a interface gráfica KDE), o Edubuntu (que assim como o Ubuntu, utiliza a interface gráfica GNOME. Esta versão do Ubuntu é destinada a escolas e trás ferramentas e softwares educacionais), o Xubuntu (que utiliza a interface gráfica XFCE, bem mais leve que as outras e destinada a computadores mais fraquinhos), o Ubuntu Studio (uma distro especial baseada no Ubuntu, que vem com ferramentas para profissionais das artes gráficas) e o Gobuntu (sua versão mais recente, criada para aqueles que queiram criar sua própria distribuição, baseada no Ubuntu).

Outro dia eu escrevo um post contando a história do Linux, que também vai servir para explicar melhor o que é uma distribuição Linux.

O Ubuntu e suas variantes, assim como 99,9% das distribuições Linux que existem, são gratuitos e podem ser baixados a partir do site da Canonical (www.ubuntu.com). Você também pode optar por fazer o pedido (totalmente de graça) do cd de instalação do Ubuntu, Kubuntu ou Edubuntu, bastando apenas se cadastrar no site (procure pelo serviço "ShipIt", no site da Canonical).

Bom, chega de enrolação e vamos começar!

Antes de mais nada, tenha em mente que eu escrevi este tutorial com base no fato de que estou migrando de Windows para Linux, o que pra mim é importante que seja um processo gradativo. Então creio que a melhor opção seja a de criar uma instalação no seu computador conhecida como Dual Boot, ou Boot Duplo. Isso significa que quando tudo ficar pronto, seu PC terá instalados tanto o Windows quanto o Ubuntu e você poderá escolher em qual dos dois sistemas deseja entrar ao ligar o PC. No entanto, para quem deseja aprender a instalar o Ubuntu em um computador sem sistema operacional, este tutorial será igualmente útil, pois o processo será quase o mesmo, como vocês vão ver no decorrer do texto.

É claro que você deseja conhecer o Ubuntu antes de se arriscar, não é? A Canonical pensou nisso (e outras diversas empresas e comunidades também, é lógico) e quando criou o Ubuntu ela criou também um recurso chamado Live CD.

Um Live CD é um cd de instalação que permite que você use o sistema operacional sem precisar instalá-lo no seu disco rígido. Isso é simplesmente perfeito pois serve como uma demonstração da coisa, além de ser o pontapé inicial para a própria instalação do sistema. Isso é possível porque no modo de Live CD o sistema roda diretamente do CD ou DVD de instalação, sem que nenhum dado do disco rígido seja apagado ou alterado de alguma maneira. Você só instala o sistema se quiser. Como já mencionado, algumas distribuições bem populares possibilitam o uso do recurso Live CD. Um exemplo perfeito é a distribuição Kurumin, que foi criada no Brasil.

Bom, chega de enrolação (de novo) e vamos começar (agora vai)!

OBS.: Este tutorial foi feito durante um teste em uma máquina virtual. Para criá-la, usei o software Virtual Box. Usei um disco rígido virtual de 10 GB, sendo metade com o Windows XP instalado e metade reservado para a instalação do Ubuntu que você acompanhará agora.

1- Faça o download do CD de instalação do Ubuntu 7.10 Gutsy Gibbon (a versão mais nova disponível aqui). Você vai baixar um arquivo de imagem de disco no formato iso (.iso) e deverá gravá-lo em um CD virgem com um programa de gravação de CD/DVD de sua preferência (No famoso Nero, utilize a opção "Gravar Imagem no Disco"). Feito isso o CD do Ubuntu estará pronto para uso. Coloque-o no seu leitor de CD/DVD;
2- No Windows o Autorun do CD do Ubuntu vai abrir, mostrando mais uma utilidade do Ubuntu: no "navegador" que aparece, fotos do sistema para você conhecer, além de alguns programas opensource para você usar no seu Windows, como o navegador Mozilla Firefox, o processador de textos AbiWord e outros. Depois de usufruir desses brindes, feche tudo e reinicie seu computador;

3- Ao reiniciar, entre no SETUP do seu computador e ordene que ele inicialize pelo drive de CD/DVD em vez do disco rígido. Salve as alterações do SETUP e reinicie novamente a máquina. Aguarde até que apareça esta tela:
Escolha o idioma Português do Brasil pressionando a tecla F2 no seu teclado. Depois selecione com as setas do seu teclado a opção Iniciar Ubuntu e aguarde o carregamento do mesmo. Você está entrando agora no modo Live CD;

4- Brinque bastante no sistema operacional. Não se preocupe, pois seu Windows está seguro: este é o modo Live CD, que permite que se rode o Ubuntu sem apagar nada no HD. No entanto, qualquer arquivo salvo ou modificação feita dentro do Ubuntu será perdida, já que tudo é armazenado na memória RAM. Quando estiver pronto para a instalação, clique 2 vezes no ícone "Instalar o sistema no computador";
5- Surgirá a tela de boas vindas. Escolha o idioma da instalação (Português Brasileiro, claro) e clique em avançar;
6- Na próxima janela você vai definir o fuso-horário mais próximo de onde você se encontra. Escolha o mais apropriado, confira a hora certa e clique em Avançar;
7- Agora você vai escolher o layout de teclado adequado, pra evitar erros de caracteres nas teclas (aparecer uma letra em vez de uma vírgula, por exemplo). Escolha "Brazil" e à esquerda, escolha "Brazil" ou "Brazil - Eliminate Dead Keys". Teste cada opção digitando no espaço indicado e depois clique em Avançar;
A partir de agora vamos lidar com o processo de particionamento de disco. Antes de começar a explicar esta parte, vou lhe dar algumas orientações:

É extremamente necessário que o disco rígido tenha sido desfragmentado antes de começarmos a instalar o Ubuntu ou fazer qualquer modificação na partição do disco rígido. Lembrem-se: este tutorial é destinado a ensinar você a deixar o PC com Dual Boot, fazendo com que seu PC fique com 2 sistemas operacionais e para isso é necessário redimensionar a partição já existente no HD para liberar espaço para a instalação do Ubuntu. Por isso a desfragmentação é necessária para evitar que se percam dados importantes durante o processo de redimensionamento da partição.

Logicamente você deverá ter algum espaço livre no seu disco rígido. Faça backup dos seus arquivos mais importantes (ou de todos, sei lá...) antes de mexer com a partição dele.

Este processo de redimensionar partições sozinho já é um assunto bem extenso. Eu teria que dedicar outro post inteiro para explicar com minhas palavras. Então para aprender a fazer isso, clique neste link e confira um tutorial de uso do Partition Magic, no site do Boa Dica.

Agora vamos continuar. Repare que nesta janela existem 4 opções: "Guiado", duas opções de "Assistido" e "Manual". As três primeiras opções são automatizadas e são auto explicativas. No entanto, será mais interessante - embora mais trabalhoso - escolhermos a opção "Manual", por questões de aprendizado. Então escolha esta opção e clique em Avançar;
8- É nesta tela, mostrada na figura abaixo, que ajustaremos o espaço livre em seu disco rígido (seja ele reparticionado, seja um disco rígido vazio) para a instalação do Ubuntu.

Uma distribuição do Linux precisa de 2 tipos de partições para funcionar. A primeira que deve ser criada é a chamada partição de troca, ou partição de SWAP. Esta partição será responsável por prover a memória virtual ao sistema operacional. Usando uma analogia, essa partição desempenharia o mesmo papel do Arquivo de Paginação de memória virtual (pagefile.sys) no Windows XP.

Ciente disso, selecione a opção "free space" e clique em new partition;
9- Pelo pouco que aprendi, o tamanho ideal para esta partição deve ser igual ou superior à memória física do seu computador. Se você tem 512 MB de memória RAM, por exemplo, este deve ser o tamanho da sua partição de Swap, mas você pode colocar um pouco mais se quiser. Neste exemplo eu tenho 512 MB de RAM, mas resolvi deixar um espaço de 1024 MB. Escolha o tamanho ideal para você, selecione a opção "swap" no campo "usar como" e clique em "OK";
10- O particionador do Ubuntu vai atualizar a lista e surgirá a partição de swap que você criou. Note que o espaço livre (free space) apareceu com o tamanho reduzido (pois foi utilizada uma parte de seu espaço para o swap). Selecione-o e clique novamente em "new partition".

Vai aparecer a mesma janela onde você criou a partição de swap e desta vez você criará a partição onde o sistema será instalado. Em "usar como" escolha a opção "ext3" (um dos diversos sistemas de arquivos existentes e listados nesta opção. Futuramente escreverei sobre os sistemas de arquivos existentes para nosso aprendizado), deixe o tamanho como está e no campo "ponto de montagem", digite o caractere / (barra).

A barra é o nome que deve ser dado à pasta principal do sistema, que é também chamada de pasta raiz, ou pasta root. É nesta pasta que será armazenado o Ubuntu inteiro na partição ext3 que criamos.

Ao terminar, clique em OK;
11- Novamente o particionador mostrará a lista de partições atualizada, com todas as alterações que você fez.

Como você deve ter notado na figura abaixo, eu acabei esquecendo de definir o ponto de montagem, digitando a barra (ops)! Na hora de mandar formatar o Ubuntu não deixou, me avisando desse errinho meu. ^^

Mas relaxe, pois caso isso aconteça com você é só você selecionar a partição ext3 que acabou de criar e clicar em "edit partition". Na janela que aparece (figura abaixo), digite a famosa barra no ponto de montagem.

Quando acabar, marque o quadradinho da partição ext3 no campo "format?" da janela do particionador e clique em avançar. O particionador salvará as informações e o processo de instalação dará o próximo passo;
12- Na próxima figura é a janela de importação de perfis. É aqui que você selecionará um perfil de usuário do Windows XP para dentro do Ubuntu. Uma verdadeira mão na roda para quem não quer perder seus arquivos pessoais e configurações. Ponto pra Canonical por ter incluido este recurso nas versões mais recentes do Ubuntu.

No exemplo da figura abaixo estranhamente não apareceu nenhum perfil de usuário pra eu importar pro Ubuntu (acho que foi porque não havia nada salvo, então por consequência não havia nada pra ser importado), mas se você usa o Windows costumeiramente, então com certeza aparecerão todas as contas de usuário que você criou no seu PC, incluindo a de Administrador. Você pode selecionar a conta que quiser para importar ou pode optar por não escolher nenhuma conta e criar um perfil do Ubuntu do zero.

Seja qual for sua escolha, clique em avançar;
13- Nesta janela, você criará sua conta de usuário no Ubuntu. Preencha os campos corretamente e crie seu nome de usuário e sua senha. É esta senha que você vai usar toda vez que desejar entrar no Ubuntu. Quando acabar, clique em "Avançar";
14- Você está quase acabando! Ao final de todo o processo, surgirá um resumo de todas as alterações e configurações que fizemos até agora. Caso tenha errado algo ou queira mudar alguma coisa, basta clicar em voltar e editar o que quiser. Caso contrário clique em "Avançar";
15- Agora é só aguardar a instalação. O processo vai demorar vários minutos. Vá rangar, namorar, tomar um banho, ler um livro ou qualquer coisa mais útil na vida enquanto a instalação não termina (brincadeira, gente. Não demora tanto assim. Leva uns 15 a 20 minutos ou mais, dependendo do hardware do seu PC).
Depois de pronto o sistema vai mandar você reiniciar o PC e retirar o CD do drive.

Prontinho. Seu Ubuntu 7.10 Gutsy Gibbon está instalado e agora você vai poder usufruir do pinguim mais popular da atualidade. Caso tenha alguma dúvida, deixe um comentário com sua dúvida e seu endereço de e-mail pra que possamos bater um papinho.

Abraços a todos!

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sábado, 1 de dezembro de 2007

Olá, Pinguins!!!

Oi gente. Deixem eu me apresentar.

Sou Giancarlo Lima da Silva. Gosto de ser chamado de Giancarlo Zer0 ou apenas Zer0. Eu tenho um outro blog chamado Nota Zer0 (é um blog de variedades). Sou um novo aspirante a usuário do Sistema Operacional GNU/Linux, mais precisamente da distribuição Ubuntu, bastante popular hoje em dia.

Eu comecei a usar esse S.O. em casa faz pouco tempo por necessidade, já que ele é uma das ferramentas da minha profissão. Sou operador de suporte técnico de um renomado provedor de acesso à internet existente aqui no meu estado e é lá no meu trabalho que todo dia aprendo cada vez mais sobre o Linux, pouco a pouco.

No entanto ainda sou iniciante. Um "noob", como dizem por aí. Faz apenas seis meses que estou no meu atual emprego, e portanto, faz exatamente esse tempo que entrei em contato com o multiverso do pinguim. Mas mesmo assim tive vontade de dividir o pouco que eu aprendi com todos os outros neófitos no Linux, além de ajudar no que eu puder e assim acabar também aprendendo e ganhando ajuda (também sou filho de Deus, é ou num é? ^^). Daí que tive a idéia de escrever este blog.

Meus objetivos ao iniciar este blog são os seguintes:

  1. Meu primeiro objetivo será aprender o máximo que puder sobre o Sistema Operacional GNU/Linux e distribuir os frutos de meu aprendizado em forma de postagens neste blog, para quem busca aprender junto comigo;
  2. Meu segundo objetivo é, pelo menos no início, dedicar meu esforço blogueiro apenas aos iniciantes, registrando textos que tentarei redigir da forma mais explicativa e descomplicada que eu puder. No entanto, posso me equivocar em algumas informações que daqui surgirão, pois (fiquem cientes, direi novamente) eu sou também um iniciante;
  3. Sou usuário de Windows. E naturalmente quando comecei a usar Linux senti necessidade e vontade de usá-lo do mesmo jeito que uso Windows: me divertir da mesma maneira, usar os programas que tenho costume de usar, fazer as coisas que costumo fazer. Então o meu terceiro objetivo será o de reunir aqui nesta página da web tutoriais, dicas, macetes, conselhos e procedimentos de como instalar, configurar e usar softwares que fazem as mesmas funções que suas contrapartes compatíveis com o Windows (o programa Gedit, por exemplo, é um editor de texto que tem a mesma função do famoso Bloco de Notas do Windows).
Naturalmente, trata-se de uma iniciativa que faz com que eu conheça e siga a filosofia do Software Livre. Creio que para os já familiarizados com tal linha de pensamento o que vou dizer agora é desnecessário, mas mesmo assim deixarei claro que o conteúdo deste blog será totalmente livre, assim como o próprio Linux. àqueles que se interessarem, sintam-se livres para copiar o conteúdo deste blog e usá-lo como bem queiram. Como diz a Canonical, criadora do Ubuntu, "eu encorajo você a pegar o conteúdo deste blog, usá-lo, melhorá-lo e passá-lo adiante". ^^

A única coisa que eu exijo é que me sejam dados os devidos créditos pelos meus textos. Se você gostou do que eu escrevi (quando eu escrever, é claro) e deseja copiar meu conteúdo para seu site ou blog, por favor ponha meu nome nos créditos. Ou pelo menos um link para o Picolinux (depois vou criar um banner e disponibilizá-lo, ok?). Antecipadamente agradeço!

Obrigado pela atenção de vocês e espero que gostem do que está começando. Mãos a obra!

Em tempo => Por que meu blog se chama Picolinux? Bom, se você teve infância como eu tive então conhece o Picolino: Aquele pinguim do desenho do Pica Pau. Num preciso dizer mais nada, a não ser que pra mim esse personagem é tão simpático quanto o famoso Tux!

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Picolinux! - www.picolinux.blogspot.com
Ubuntando desde 1º de dezembro de 2007
Livre como o próprio Linux!